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Desenvolvendo um novo método barato e rápido para recuperação de corpos d´água.

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R$ 1.760
alcançados de R$ 60.000
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Dias restantes
Desenvolvendo um novo método barato e rápido para recuperação de corpos d´água.

O despejo de esgotos não tratados (domésticos e industriais), bem como a entrada de rejeitos de fertilizantes utilizados na agricultura em rios e lagos geram um problema ambiental chamado eutrofização artificial. Esse processo é caracterizado pelo aumento de nutrientes na água (principalmente nitrogênio e fósforo) que são fontes de alimento para algas microscópicas, conhecidas como fitoplâncton. O grupo de algas que mais se benificia com o aumento de nutrientes nos corpos d’água é o das cianobactérias.

As cianobactérias podem crescer exageradamente, formando florações que se acumulam na superfície e margens de corpos d’água podendo deixar as águas esverdeadas. As florações diminuem a qualidade da água, dando uma aspecto túrbido e odor desagradável nas águas, além da falta de oxigênio durante a noite, que pode levar a mortandades de peixes. Muitas espécies de cianobactérias produzem toxinas, chamadas cianotoxinas, que causam intoxicações em seres humanos e animais. Essas intoxicações podem causar desde dermatites até ter efeitos fatais, atingindo o fígado e os sistemas digestivo e nervoso. Isso representa a principal ameaça ao uso de lagos e reservatórios como fonte de abastecimento de água para consumo humano, irrigação, pesca e recreação.

Para reverter o processo de eutrofização, é essencial o controle da entrada de nutrientes, principalmente o fósforo, que chegam nos corpos d’água atravéz dos esgotos não-tratados. Porém, mesmo que os efluentes sejam tratados, em muitos casos, a melhoria da qualidade da água do lago (lagoa) só alcançada após décadas. Isso ocorre devido ao estoque desse nutriente criado no fundo do lago, após anos de despejo de esgotos, que pode servir como fonte alimento para as cianobactérias.

Algumas técnicas tem sido utilizadas no combate à eutrofização, como o uso de sais metálicos e dragagem do sedimento. Porém, essas técnicas costumam ter um alto custo, especialmente a dragagem, e podem causar impactos ao ambiente. Uma alternativa a essas técnicas é o uso de compostos sólidos que são capazes de se ligar ao fósforo fazendo com que esse não fique mais disponível para o crescimento de cianobactérias. Esses compostos são geralmente argilas, que podem ser modificadas quimicamente ou não, e sua aplicação é mais barata quando comparada à tecnicas tradicionais.

Pensando nesse problema, um grupo de pesquisadores holandeses criaram uma técnica chamada “Flock & Lock” que consiste na aplicação combinada de uma baixa dose de coagulante com uma argila modificada. O coagulante, funciona agregando as células de cianobactérias, formando flocos enquanto a argila age como um peso, fazendo com que esses flocos afundem e sejam aprisionados no sedimento. Com isso, a floração de cianobactérias é removida da coluna d’água, tornando o lago mais transparente.


Técnica “Flock & Lock”

A técnica “Flock & Lock” apresentou resultados promissores em lagos holandeses e, a partir disso, nosso grupo de pesquisa, em parceria com a Universidadede Wageningen (Holanda) procura testar e adaptar essa técnica aos nossos sistemas aquáticos e à nossa realidade.

Para este estudo escolhemos a Lagoa de Jacarepaguá, localizada na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Os principais rios que desembocam na lagoa cortam grande parte dos bairros de Jacarepaguá e adjacências, trazendo, em suas águas, grande quantidade de sedimentos, além de resíduos industriais e esgotos domésticos. Florações freqüentes de cianobactérias vêm sendo registradas desde a década de 1990, inclusive tendo sido registrados a ocorrência de espécies produtoras de cianotoxinas e o acúmulo dessas toxinas na cadeia trófica e peixes. Além da intensa urbanização ao redor da lagoa, ainda há uma colônia de pescadores usam a pesca como fonte de renda. Desse modo, é de grande importância a melhoria da qualidade da água da lagoa de Jacarepaguá.


Nós, do Laboratório de Ecologia e Fisiologia do Fitoplâncton - LabAlgas, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), conscientes do problema sócio-ambiental e econômico gerado pela degradação da qualidade da água da lagoa de Jacarepaguá, buscamos alternativas para a sua restauração ambiental. Com isso, procuramos testar técnicas que sejam de fácil aplicação, baixo custo e duradouras. Com a cooperação com outros gupos de pesquisa (Laboratório de Ficologia – UFRJ e Universidade de Wagenigen – Holanda) realizamos testes em laboratório e nossos resultados mostraram que a aplicação da técnica “Flock & Lock”, usando materiais brasileiros de baixo custo (como solo vermelho e argilas) pode ser promissora para a remoção de cianobactérias da lagoa.

Agora, são necessários testes em escalas maiores, utilizando unidades experimentais dentro do próprio lago. Essas unidades, chamadas de mesocosmos, são estruturas que isolam uma pequena parte do lago, mantendo as características da água dentro de sua área próximas às condições naturais da lagoa. Com essas unidades experimentais, podemos aplicar os compostos a serem testados sem comprometer o sistema inteiro, e avaliar os os efeitos diretamente na lagoa.


Fonte: Miranda, 2017

Esperamos, com os resultados das nossas pesquisas, gerar um conjunto de técnicas de custo relativamente baixo, fácil aplicação e resposta rápida para o controle de florações de cianobactérias, que possa ser aplicado para recuparação ambiental de lagos e lagoas no Brasil.

O LabAlgas, desde de 2004, faz pesquisas sobre microalgas. Há 3 anos se aventurou na área de “resolver problemas”. Sob a Coordenação do professor Marcelo MANZI Marinho, alunos de pós-graduação e graduação vêm se dedicando para, não só entender como uma floração de cianobactérias acontece, como também testar materiais e aplicações que possam combatê-la. Hoje no laboratório, temos 3 pesquisadores, 3 alunos de Doutorado, 4 de Mestrado, 4 estudantes de Iniciação Científica e 2 estudantes de Iniciação Científica Júnior (Ensino Médio).

Você também pode participar deste projeto!

Por que sua doação é importante?

Através do seu apoio financeiro poderemos custear os gastos com esta pesquisa.

As maiores despesas do projeto estão relacionadas à compra de materiais e os custos da montagem das estruturas em alumínio para confecção dos mesocosmos. Junto com reagentes químicos e outros materiais a serem utilizados nas análises em laboratório, estas despesas representam cerca de 62% do custo do projeto. O orçamento prevê ainda a aquisição de um coletor de sedimento, equipamento indispensável para coletar amostras no fundo dos mesocosmos e verificar a eficácia da técnica que estamos testando. Além disso, também estão previstos no orçamento, os custos administrativos e despesas com o trabalho de campo (combustível, transporte das estruturas)

Mesmo que não possa neste momento contribuir financeiramente, nos ajude compartilhando com seus amigos.

Já deixamos o nosso muito obrigado e estamos à disposição para conversarmos sobre o projeto e outros problemas relacionados à qualidade das águas.



 
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Esta campanha é apenas um rascunho e ainda não pode receber apoios.
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As cianobactérias podem crescer exageradamente, formando florações que se acumulam na superfície e margens de corpos d’água podendo deixar as águas esverdeadas. As florações diminuem a qualidade da água, dando uma aspecto túrbido e odor desagradável nas águas, além da falta de oxigênio durante a noite, que pode levar a mortandades de peixes. Muitas espécies de cianobactérias produzem toxinas, chamadas cianotoxinas, que causam intoxicações em seres humanos e animais. Essas intoxicações podem causar desde dermatites até ter efeitos fatais, atingindo o fígado e os sistemas digestivo e nervoso. Isso representa a principal ameaça ao uso de lagos e reservatórios como fonte de abastecimento de água para consumo humano, irrigação, pesca e recreação.

Para reverter o processo de eutrofização, é essencial o controle da entrada de nutrientes, principalmente o fósforo, que chegam nos corpos d’água atravéz dos esgotos não-tratados. Porém, mesmo que os efluentes sejam tratados, em muitos casos, a melhoria da qualidade da água do lago (lagoa) só alcançada após décadas. Isso ocorre devido ao estoque desse nutriente criado no fundo do lago, após anos de despejo de esgotos, que pode servir como fonte alimento para as cianobactérias.

Algumas técnicas tem sido utilizadas no combate à eutrofização, como o uso de sais metálicos e dragagem do sedimento. Porém, essas técnicas costumam ter um alto custo, especialmente a dragagem, e podem causar impactos ao ambiente. Uma alternativa a essas técnicas é o uso de compostos sólidos que são capazes de se ligar ao fósforo fazendo com que esse não fique mais disponível para o crescimento de cianobactérias. Esses compostos são geralmente argilas, que podem ser modificadas quimicamente ou não, e sua aplicação é mais barata quando comparada à tecnicas tradicionais.

Pensando nesse problema, um grupo de pesquisadores holandeses criaram uma técnica chamada “Flock & Lock” que consiste na aplicação combinada de uma baixa dose de coagulante com uma argila modificada. O coagulante, funciona agregando as células de cianobactérias, formando flocos enquanto a argila age como um peso, fazendo com que esses flocos afundem e sejam aprisionados no sedimento. Com isso, a floração de cianobactérias é removida da coluna d’água, tornando o lago mais transparente.


Técnica “Flock & Lock”

A técnica “Flock & Lock” apresentou resultados promissores em lagos holandeses e, a partir disso, nosso grupo de pesquisa, em parceria com a Universidadede Wageningen (Holanda) procura testar e adaptar essa técnica aos nossos sistemas aquáticos e à nossa realidade.

Para este estudo escolhemos a Lagoa de Jacarepaguá, localizada na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Os principais rios que desembocam na lagoa cortam grande parte dos bairros de Jacarepaguá e adjacências, trazendo, em suas águas, grande quantidade de sedimentos, além de resíduos industriais e esgotos domésticos. Florações freqüentes de cianobactérias vêm sendo registradas desde a década de 1990, inclusive tendo sido registrados a ocorrência de espécies produtoras de cianotoxinas e o acúmulo dessas toxinas na cadeia trófica e peixes. Além da intensa urbanização ao redor da lagoa, ainda há uma colônia de pescadores usam a pesca como fonte de renda. Desse modo, é de grande importância a melhoria da qualidade da água da lagoa de Jacarepaguá.


Nós, do Laboratório de Ecologia e Fisiologia do Fitoplâncton - LabAlgas, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), conscientes do problema sócio-ambiental e econômico gerado pela degradação da qualidade da água da lagoa de Jacarepaguá, buscamos alternativas para a sua restauração ambiental. Com isso, procuramos testar técnicas que sejam de fácil aplicação, baixo custo e duradouras. Com a cooperação com outros gupos de pesquisa (Laboratório de Ficologia – UFRJ e Universidade de Wagenigen – Holanda) realizamos testes em laboratório e nossos resultados mostraram que a aplicação da técnica “Flock & Lock”, usando materiais brasileiros de baixo custo (como solo vermelho e argilas) pode ser promissora para a remoção de cianobactérias da lagoa.

Agora, são necessários testes em escalas maiores, utilizando unidades experimentais dentro do próprio lago. Essas unidades, chamadas de mesocosmos, são estruturas que isolam uma pequena parte do lago, mantendo as características da água dentro de sua área próximas às condições naturais da lagoa. Com essas unidades experimentais, podemos aplicar os compostos a serem testados sem comprometer o sistema inteiro, e avaliar os os efeitos diretamente na lagoa.


Fonte: Miranda, 2017

Esperamos, com os resultados das nossas pesquisas, gerar um conjunto de técnicas de custo relativamente baixo, fácil aplicação e resposta rápida para o controle de florações de cianobactérias, que possa ser aplicado para recuparação ambiental de lagos e lagoas no Brasil.

O LabAlgas, desde de 2004, faz pesquisas sobre microalgas. Há 3 anos se aventurou na área de “resolver problemas”. Sob a Coordenação do professor Marcelo MANZI Marinho, alunos de pós-graduação e graduação vêm se dedicando para, não só entender como uma floração de cianobactérias acontece, como também testar materiais e aplicações que possam combatê-la. Hoje no laboratório, temos 3 pesquisadores, 3 alunos de Doutorado, 4 de Mestrado, 4 estudantes de Iniciação Científica e 2 estudantes de Iniciação Científica Júnior (Ensino Médio).

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As maiores despesas do projeto estão relacionadas à compra de materiais e os custos da montagem das estruturas em alumínio para confecção dos mesocosmos. Junto com reagentes químicos e outros materiais a serem utilizados nas análises em laboratório, estas despesas representam cerca de 62% do custo do projeto. O orçamento prevê ainda a aquisição de um coletor de sedimento, equipamento indispensável para coletar amostras no fundo dos mesocosmos e verificar a eficácia da técnica que estamos testando. Além disso, também estão previstos no orçamento, os custos administrativos e despesas com o trabalho de campo (combustível, transporte das estruturas)

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